Grêmio precisa do título gaúcho para atenuar tropeço com reservas em La Paz

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Renato Portaluppi tomou uma decisão controversa para a estreia do Grêmio na Libertadores. Em meio à disputa da final do Campeonato Gaúcho, contra o Juventude, o treinador gremista optou por deixar os titulares em Porto Alegre e utilizou time totalmente reserva contra o The Strongest, na altitude de La Paz. A consequência foi lógica: os bolivianos venceram por 2 a 0, na noite de terça-feira, no Estádio Hernando Siles.

A decisão dividiu opiniões, e naturalmente as contrárias aumentaram à medida que o Grêmio foi derrotado. Ainda assim, há quem concorde que o melhor a ser feito realmente era preservar os titulares, já que o insucesso em La Paz era praticamente certo. Faz 11 anos que o The Strongest não perde para um brasileiro, em casa, pela Libertadores. De lá para cá, foram sete vitórias dos bolivianos, já contando a contra o Tricolor Gaúcho, e dois empates.

Por outro lado, o fato de que The Strongest não faz um grande início de temporada no Campeonato Boliviano, e algumas fragilidades apresentadas contra o Grêmio, deixaram a sensação de que, com alguns titulares, o Tricolor poderia ter conseguido algo a mais no jogo. Não há como não pensar, por exemplo, no que aconteceria se, ao invés de João Pedro Galvão, Diego Costa tivesse a bola à feição para concluir, logo no início do segundo tempo.

‘Eu sou pago para pensar’, diz Renato

Apesar disso, Renato, como era de se esperar, manteve a convicção na decisão tomada. E flertou com a arrogância, algo comum no treinador após derrotas, que geram questionamentos mais incisivos da imprensa.

— Eu sou pago para pensar. Eu tenho uma decisão no próximo sábado, e na Libertadores eu tenho mais cinco jogos. Eu poderia trazer dois, três jogadores… e se esses dois, três jogadores se machucam? Como que fica? — perguntou Renato, retoricamente.

— Faria tudo de novo, até porque eu confio em todo meu grupo. O grupo que veio para cá… confio plenamente nele. E deixei uma equipe lá descansando porque daqui a quatro dias temos uma decisão de um título, e na Libertadores vamos ter tempo para se recuperar — reiterou o treinador.

Futebol é jogo de riscos, e no final das contas tudo passa pelo resultado

O futebol é um jogo de riscos. Os titulares, que ficaram em Porto Alegre, não estão ilesos de se machucarem em treinamento no CT Luiz Carvalho. Foi o que aconteceu, na última semana, com o centroavante André Henrique, que sofreu lesão multiligamentar no tornozelo.

É claro que tudo passa pelos resultados. O Grêmio trouxe para si um peso extra para a decisão de sábado (6) contra o Juventude. Se ganhar e chegar ao heptacampeonato gaúcho, Renato deverá se vangloriar da estratégia utilizada, e o insucesso na Bolívia será atenuado. Se perder, no entanto, as críticas serão fortes.





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