polêmica de ingressos para torcida do Juventude aquece final do Gauchão

GRÊMIO


Após empate por 0 a 0 no jogo de ida, no próximo sábado (6), às 16h30min, Grêmio e Juventude decidem o título do Campeonato Gaúcho. Mas a primeira polêmica da partida começou dias antes da bola rolar, e envolve o clube de Caxias do Sul, a Arena e a Brigada Militar.

Somente dois mil ingressos foram disponibilizados para a torcida alviverde, quando o Regulamento Geral de Competições da CBF garante até 10% da capacidade do estádio. Na Arena do Grêmio, isso representaria cerca de 5.500 torcedores. O agravante é que no jogo de ida, no Alfredo Jaconi, no último sábado (30), três mil lugares foram reservados à torcida gremista, sendo que a capacidade máxima do estádio do Juventude é de 18.413 torcedores.

Três mil gremistas estiveram no Alfredo Jaconi no último sábado (30). Foto: Antônio Machado/IconSport

‘É espantoso que isso possa acontecer numa final’

A decisão revoltou a direção alviverde. Em entrevista à Rádio Caxias, na quarta-feira (3), o presidente do Juventude, Fábio Pizzamiglio, detalhou o processo conflituoso com os órgãos envolvidos na final do Gauchão.

— A gente vem de vários dias nessa negociação. Recebemos com surpresa a mudança por parte da Arena. Deixar claro que não tem relação com o Grêmio. Logo quando isso aconteceu, já entramos com a solicitação do nosso direito a 10% dos lugares. O que aconteceu foi que a Brigada Militar de Porto Alegre emitiu um laudo dizendo que eles teriam bloqueado lugares com o máximo de duas mil pessoas, que seria um acordo dentro da cidade para a torcida visitante. A BM de Caxias indicou que foi dada a contrapartida aqui. A Federação Gaúcha [de Futebol] está tentando intervir. Até por isso, talvez retaliação, aconteceu que a Arena acabou não fazendo nossa venda de ingressos anteriormente. Estamos ainda conversando, solicitando o que seria de direito, e um pouco mais igualitário. É espantoso que isso possa acontecer numa final — reclamou o mandatário alviverde.

Um dos argumentos válidos para o Juventude é que, no ano passado, duas partidas em Porto Alegre receberam quatro mil torcedores visitantes — que é a quantidade que o Alviverde solicita. Foram nos duelos entre Grêmio e Flamengo, pela semifinal da Copa do Brasil, na Arena do Grêmio, e entre Internacional e Fluminense, pela semifinal da Libertadores, no Beira-Rio.

Brigada Militar explica decisão, mas algumas perguntas ainda pairam

Também em entrevista à Rádio Caxias, o Coronel Luciano Moritz justificou que a Brigada Militar tem condição de dar segurança plena para apenas dois mil torcedores do Juventude, que devem se deslocar em 40 ônibus de Caxias do Sul. E frisou que essa avaliação técnica está acima de qualquer estatuto.

— Nós, segurança pública, não somos um produto que todos conseguem entender, compreender e opinar. Lidamos com questões técnicas. Estamos nos preocupando com todos os cenários de preparação do jogo. Cada detalhe é pontuado. É importante que os torcedores compreendam que não vamos entrar nessa esfera de porcentagem de estatuto, porque, na medida que não avaliarmos tecnicamente, poderíamos colocar em risco a operação e a vida das pessoas. A Brigada que designou que pode dar segurança para duas mil pessoas no deslocamento — explicou Moritz.

Não ficou claro, no entanto, como os torcedores do Juventude que não vêm de Caxias do Sul devem se deslocar à Arena. Após reunião dos órgãos competentes no início da tarde desta quinta-feira (4), é esperado um esclarecimento quanto a isso. Porém, dificilmente haverá aumento da carga dos dois mil ingressos para a torcida alviverde, que foram comercializados em apenas duas horas depois da abertura das vendas.



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